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Formandos do Novo Ensino Médio SESI SENAI já estão no mercado de trabalho

Cinquenta e quatro alunos vão concluir no dia 14 o Novo Ensino Médio Profissionalizante da Escola SESI 2021. Eles integram a primeira turma que vai receber dupla certificação na formação técnica e profissional em Eletrotécnica, pelo Serviço Social da Indústria (SESI) e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI). Entre os formandos, vários estudantes já se iniciam no mercado de trabalho por conta do currículo diferenciado atribuído ao novo formato de ensino médio regular.

O finalista Ygor Furtado, 18, com formação em eletrotécnica pelo SENAI é um deles. Antes mesmo de concluir o Novo Ensino Médio, atua como jovem aprendiz no setor de inovação da Samsung, após passar por longa seleção para a vaga. Seu sonho é crescer profissionalmente, como técnico e futuramente como analista, após conclusão da dupla certificação do ensino médio do SESI SENAI e entrada na graduação em engenharia elétrica.

“Na empresa eu trabalho no setor de inovação, com projetos para a linha de produção de TV e inúmeras atividades envolvendo elétrica, dentro do que eu estudo pelo ensino profissionalizante do SENAI, uma área com que me identifiquei muito, por isso, pretendo concluir o ensino médio e cursar engenharia elétrica”, disse ele.

Formando em eletrotécnica, Furtado explica que pode atuar em diversas áreas, o que torna o curso mais amplo para o ingresso no mercado de trabalho. “Poderei trabalhar na indústria, na área predial, na área de eletrônica, TV, ar condicionado, enfim, dependendo muito da área em que irei me especializar. Como tenho mais conhecimento na área predial e industrial, quero engenharia elétrica, pois é similar às áreas de atuação”.

O aluno Vitor Simões, 18, também já está entre os alunos empregados atuantes na indústria, na manutenção da linha de produção da parte elétrica da empresa Swedish Match, e ingressou no mercado por conta da dupla certificação em parceria com o SESI SENAI.

“Não demorei muito a entrar no mercado de trabalho. O que me fez diferente foi o curso de eletrotécnica, porque na empresa eu vou seguir nessa área, na parte de manutenção até chegar à linha de produção. Esse curso me ajudou muito a me desenvolver como pessoa e como profissional. Me ensinou desde fazer um currículo até a desenvolver as habilidades profissionais”, avaliou Simões.

Para se especializar cada vez mais na área, Vitor já começou, também pelo SENAI, o curso de NR-10, Norma Regulamentadora que garante a segurança e a saúde dos trabalhadores que interagem nas instalações e serviços com eletricidade. Ele também quer ingressar na faculdade de engenharia elétrica após conclusão do ensino médio.

O despertar pela robótica educacional

Responsável pela área de programação na equipe de robótica da Escola SESI Dra. Emina Barbosa Mustafa, Team Prodixy, o aluno finalista Nelson Keiji, 17, se descobriu na área profissional por meio do ensino da robótica na escola. “Eu não conhecia nenhuma área de forma muito profunda e é exatamente isso que eu acho muito legal na robótica, porque ela consegue mostrar para a gente quais áreas estão disponíveis para seguir e como funcionam na vida real”.

Ganhador de premiações regionais, nacionais e até internacionais, em robótica pelo SESI, Keiji também receberá a certificação profissionalizante que já o gabarita para ocupar vagas no mercado de trabalho, até internacionalmente. “Estou em três projetos: um deles é um aplicativo de compras em que a central fica na Bahia e eu ajudo no suporte e manutenção do sistema; o outro utiliza análise de dados de lojistas de moda, ou seja, viabiliza compra e venda de roupas com inteligência artificial para melhorar a venda, o estoque de roupas. No (projeto) mais recente, a central fica na Alemanha. Faço, ainda, a manutenção de website uma empresa que utiliza análise de dados para detecção de vírus em arquivos”, contou.

O aluno explica que, ao contrário do que muitos pensam, os torneios de robótica não são direcionados somente aos robôs, mas envolvem diversas outras áreas para montagem e execução dos projetos. “Eu participei de áreas como o marketing, gestão financeira, engenharia, programação, entre outras. E, entre todas essas áreas, eu acabei me identificando com a programação, uma parte que mexe mais com computador, lógica e matemática”, descreve.

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Aluno do SESI cria tabela periódica 3D em braile para colegas deficientes visuais da rede pública

Para uso nas escolas da rede pública municipal e estadual de estudantes deficientes visuais, o aluno da Escola SESI Dra. Emina Barbosa Mustafa, Vitor Gabriel Simões, 18, desenvolveu, em parceria com o Conselho Regional de Química XIV Região, uma tabela periódica em braile 3D, criada com o uso da tecnologia de impressão 3D, utilizando filamentos para modelagem dos 118 elementos catalogados na tabela periódica.

Com o uso do programa Autodesk Inventor, software completo de ferramentas de engenharia para criação de projetos 3D e documentação e simulação de materiais, o aluno finalista da primeira turma do Novo Ensino Médio SESI SENAI desenvolveu, em parceria com o Conselho de Química, um projeto da tabela periódica completo em braile e 3D para uso nas escolas públicas e estaduais.

“Eu fico muito feliz de poder colaborar com esse projeto para as pessoas que possuem deficiência visual, porque existe essa dificuldade de aprendizado deles em química e através dessa tabela periódica 3d em braile, eles vão poder, assim como os outros alunos, identificar os elementos, o número atômico, entre outras coisas, e isso é muito prazeroso, saber que estamos fazendo parte desse projeto de inclusão dentro das escolas”, disse o aluno.

Com o auxílio da professora de química da Escola SESI e Relações Institucionais do Conselho Regional de Química XIV Região, Ana Caroline Duarte, e do professor do SESI e técnico da equipe de robótica Team Prodixy, Glauco Soprano, o projeto já foi desenvolvido e está em processo de impressão dos 118 elementos.

“Está sendo feito um mapeamento pelo Conselho de Química desse quantitativo do material dentro das escolas públicas e estaduais. Conforme for levantado esse número, o SESI irá realizar as impressões para entrega desse material para o Conselho e posteriormente para esses alunos” explicou Duarte.

A parceria conta com os materiais e filamentos necessários para produção, doados pelo Conselho de Química; a modelagem é feita pelo aluno do Novo Ensino Médio do SESI SENAI, Vitor Simões, e a impressão conta com a impressora 3D da Escola SESI Dra. Emina Barbosa Mustafa. Ao todo, a amostra, depois de revisada e ajustada no software utilizado para criação, leva cinco dias corridos para impressão de todos os 118 elementos.