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Alunos da Escola SESI Parintins estão na Olimpíada Parintinense de Matemática

Cinquenta e quatro alunos da Escola SESI Padre Francisco Luppino, em Parintins, estão imersos no desafio das equações e operações matemáticas, raciocínio lógico, probabilidade, regra de três, porcentagem, exponenciação, radiciação e geometria. Trata-se da Olimpíada Parintinense de Matemática (OPM), nos dias 6 e 7, para alunos de escolas públicas e particulares do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e do 1º ao 3º ano do Ensino Médio, da zona urbana e rural do município.

A competição busca estimular e promover o estudo da matemática entre os alunos e identificar jovens talentos para incentivar seu ingresso nas áreas cientificas e tecnológicas. Na primeira fase, os alunos farão uma prova objetiva com 10 questões de forma on-line, que pode ser feita pelo celular ou computador (via formulário do Google), recebendo posteriormente sua pontuação.

O Centro de Estudos Superiores de Parintins (Cesp), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), promove a olimpíada por meio do curso de licenciatura em matemática. Os alunos e professores inscritos recebem uma lista de 20 questões de cada nível para simular as avaliações que envolvem assuntos de ensino fundamental e médio. Para os alunos participantes do 6º ao 9º ano do SESI, o preparo foi reforçado também em sala de aula, com uso do material didático autoral da Rede SESI de Educação.

“Eu falo aos alunos que a matemática é concreta, não adianta ensinar sem mostrar na prática, então a minha intenção é sempre explorar ao máximo o material didático autoral, justamente porque traz essa sequência ideal para o ensino, além de explorar temáticas atuais como a própria pandemia, com exemplos, como o contexto das vacinas para o Covid-19, produção de máscaras etc”, explicou a professora de Matemática da Escola SESI Parintins, Priscila Soares.

Na maior parte do período de preparação para a competição, os alunos estavam no ensino hibrido, ou seja, de segunda a quinta-feira, estudavam, presencialmente, na Escola SESI Padre Francisco Luppino e na sexta-feira os alunos tinham aulas remotas em casa pelo Google Meet. Por determinação do decreto municipal em Parintins, as aulas ainda não foram liberadas para ser 100% presencial.

“Estou fazendo um intensivo, associando o livro com a lista da UEA. Com isso estou preparando os alunos para as provas externas, além de incentivar essa participação nas competições da área, sejam elas municipais ou nacionais, como é o caso da Olimpíada Canguru, por exemplo. Essa integração é também uma forma de aproximar os alunos das universidades e secretarias de educação, desde os anos iniciais”, disse Soares.

Para a segunda fase da competição, apenas 5% dos alunos de cada nível com o melhor desempenho na primeira fase irão realizar a prova, que será discursiva e objetiva, de forma presencial, em setembro de 2022. Os alunos com as melhores pontuações serão premiados com medalhas e aparelhos de celular.

A Escola SESI Padre Francisco Luppino, localizada na Rodovia Odovaldo Ferreira Novo, s/n, Djard Vieira, em Parintins (AM), está com as matrículas do ano letivo de 2022 abertas para o Ensino Fundamental I e II (1º ao 9º ano). Os interessados podem entrar em contato pelo Whatsapp ou ligação nos números: (92) 98156-8689/ 98156-3988/ 99191-0922/ 99132-9553.

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Aluno do SESI com síndrome de Down se forma em Eletrotécnica

Do maternal ao ensino fundamental e ao ensino médio com formação profissionalizante, o aluno João Victor Batista, 20, com síndrome de Down, é um dos finalistas do Novo Ensino Médio Profissionalizante da Escola SESI em 2021. Foram 17 anos na Rede SESI de Educação até concluir a etapa de estudos, com formação técnica e profissional em Eletrotécnica, pelo Serviço Social da Indústria (SESI) e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI).

“O João tem síndrome de Down, mas sempre encarei isso como inclusão e não como limitação”, ressaltou Maria da Conceição Batista, 49, ao relembrar emocionada a trajetória do filho dentro da Escola SESI Dra. Emina Barbosa Mustafa. “Estudando no SESI há 17 anos, ele aprendeu tudo aqui. Foi alfabetizado pelos professores do SESI, aprendeu a ler, escrever e hoje sairá com certificação até em curso técnico pelo SENAI”, descreve a mãe.

Bem ativo e participativo nas aulas, João é um dos 56 finalistas da primeira turma do Novo Ensino Médio do SESI/ SENAI. O novo formando ingressou no SESI, quando tinha apenas três anos, no maternal. Desde então o estudo sempre foi sua prioridade e ao longo dos anos, dentro da Escola SESI, contou com auxílio da equipe multidisciplinar para suporte necessário nas aulas com assistente social, psicóloga, enfermeira e pedagoga.

“Eu já ouvi muita coisa de pessoas externas, diziam que ele não ia conseguir e meu filho, a cada dia que passa, prova o contrário e eu sou muito feliz e realizada por poder proporcionar e viver ao lado dele para aplaudir a cada nova conquista, e o SESI faz parte disso como uma família”, disse ela.

Na fase de adaptação ao retorno 100% presencial, o aluno estudava em casa, por conta da pandemia e por se encaixar no grupo de risco. Demorou ao retorno presencial diário, mas apesar de ter se adaptado ao ensino remoto, de acordo com a mãe, contava os dias para liberação do presencial. “Ele pedia todos os dias para voltar para escola e rever os amigos”.

Na rotina dentro da Escola SESI todos os alunos com necessidades especiais como síndrome de Down, autismo e transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), que necessitam de um auxilio nas atividades, são acompanhados por um profissional exclusivo no reforço escolar. No caso do João Victor, com o Novo Ensino Médio, o acompanhamento continuo é feito tanto nas dependências do SESI, com as aulas regulares, como no ensino profissionalizante do SENAI, nos laboratórios da Escola SENAI Antônio Simões, no Distrito Industrial.

“Muitos assuntos o João acompanha no mesmo nível, outros precisa de adaptação e os professores, por conhecerem a necessidade, fazem os ajustes necessárias para o nível de entendimento dele, porém ele acompanha o mesmo currículo, atividades e livros igual a todos os alunos”, disse a pedagoga do Novo Ensino Médio do SESI, Genilda Tinoco.

No Novo Ensino Médio o aluno não é só avaliado de forma cognitiva, mas é avaliado em um todo. “Temos cinco avaliações, sendo uma delas para o aluno produzir algo (autoria) e João sempre se destaca nas suas produções, com os materiais de texto, vídeo e música”, explica a pedagoga, ao detalhar que no novo formato de avaliação, percebe um progresso em todos os alunos.

“Vejo que nem sempre o aluno desempenha bem um estilo de prova mais convencional, por diversos fatores, não só a questão do conhecimento em si. Quando desenvolve um projeto, por exemplo, ele se sente mais protagonista do processo e costuma responder melhor e tudo isso é explorado e avaliado”.

Planos para o futuro

No quarto ano de implementação no Amazonas do Novo Ensino Médio SESI/ SENAI, João faz parte da primeira turma que receberá no final do ano a dupla certificação de ensino médio com formação técnica e profissional em Eletrotécnica, mas não pretende parar os estudos por aí. De acordo com o pai, Eder Batista, 57, e a mãe Maria da Conceição, João tem demonstrado interesse também pela culinária e quer fazer curso de panificação pelo SENAI.

“Ultimamente ele tem falado muito que quer fazer cursos na área de panificação, aprender a cozinhar e fazer pão e bolos, eu só incentivo. Vi que no SENAI tem esse curso de qualificação e, se ele quiser, quando concluir a escola, vou me inscrever junto com ele para dar apoio e força”, contou a mãe.

O SESI está com as matrículas abertas para 2022 no Novo Ensino Médio Profissionalizante, do 1º ao 3º ano, com formação técnica em Mecatrônica, Redes de Computadores ou em Eletrotécnica, pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI Amazonas). Para mais informações, ligue ou mande mensagem pelo WhatsApp (92) 98156-8689/ 98156-3988/ 99191-0922/ 99132-9553.