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Equipes do SESI passam para 2ª fase da Olimpíada Brasileira de Satélites

Alunos do Novo Ensino Médio da Escola SESI Dra. Emina Barbosa Mustafa, autores de projetos inovadores, estão classificados para a 2ª fase da Olimpíada Brasileira de Satélites, criada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) em conjunto com a Agência Espacial Brasileira e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, organizada também pela Universidade Federal de São Carlos e a USP (Universidade de São Paulo).

A olimpíada científica em nível nacional despertou nos alunos do 1º ano do Novo Ensino Médio do SESI Amazonas o interesse em planejar, construir e programar um satélite, resultando no seu lançamento e exposição na última fase da competição. Divididos em três equipes, os alunos criaram projetos com uso de satélites que propõem soluções desde a comunicação entre comunidades ribeirinhas ao monitoramento dos rios.

“Trouxemos esse desafio para os alunos do ensino médio, para que não só na teoria eles aprendam e despertem o interesse por ciência e tecnologia, mas também possam se desafiar na prática, ao construir pequenos satélites capazes de executar missões reais e melhorar a realidade local, a partir das suas ideias, dos seus planejamentos e programações”, disse a professora do SESI, Ana Caroline Duarte.

Comunicação radioamadora

A equipe Curumins, formada por alunos da Escola SESI Dra. Emina Barbosa Mustafa, desenvolveu o projeto para comunicação radioamadora entre as comunidades ribeirinhas do estado, pensando principalmente no suporte para as ações de socorro humanitário. Com a ideia, cada comunidade terá o seu rádio/antena e por meio de frequências enviadas via satélite, criadas pelos alunos, será gerada uma conexão para aquela comunidade e município.

“Ao estabelecer a comunicação radioamadora poderíamos otimizar o tempo, mobilizar ajuda e principalmente monitorar necessidade de outras comunidades e, para isso, ao estabelecer um meio de comunicação entre comunidades próximas, elas poderiam se ajudar, trazendo um suporte com mais rapidez”, explicou a aluna do SESI e integrante da equipe, Emily Brito.

Monitoramento dos rios no Amazonas

Pelo SESI Amazonas também estão classificadas as equipes Olhos de Iara e Sirius, que apresentaram melhorias para os rios do Amazonas. O primeiro projeto busca monitorar as manchas de óleo presentes nas águas e também auxiliar no combate a degradação dos rios e diminuir assim os impactos causados ao meio ambiente.

“Pensamos nessa ideia de preservar os rios, baseados na ocorrência de grande quantidade de óleo bruto na costa brasileira (no Nordeste) em 2019, noticiada entre agosto e setembro. Estudamos e vimos que o desastre poderia ter sido minimizado com o uso de satélite que poderia detectar mais cedo e impedir a extensão dos danos causados”, relatou Júlia Costa, aluna do 1º ano do Ensino Médio do SESI e integrante da equipe Olhos de Iara.

O monitoramento da temperatura das águas também faz parte das problemáticas levantadas pelos alunos da equipe Sirius. A experiência coleta e transmite informações para uso em modelos matemáticos de previsão. Assim, os alunos medem e monitoram a temperatura do rio Amazonas e seus afluentes com o uso do satélite, principalmente em locais desmatados, onde a troca de calor se torna mais intensa e eleva a temperatura da região, impactando a vida dos ribeirinhos.

“Com o monitoramento da temperatura do rio é possível também estudar as espécies e possíveis impactos que possam surgir nelas através de mudanças de ambientes, portanto, o estudo e o monitoramento das temperaturas dos rios são de extrema importância tanto para os ecossistemas quanto para os seres vivos”, ressaltou a aluna Melissa Ramos, da equipe Sirius.

Os alunos da Escola SESI Dra. Emina Barbosa Mustafa, agora na 2ª fase da Olimpíada Brasileira de Satélites, aguardam seus kits com nove sensores disponíveis para construção, programação e teste do satélite. Caso sejam aprovados, vão para as etapas regionais e nacionais de lançamento, encerrando a participação com exposição dos resultados. Coordenadas pelos professores do eixo de Ciências da Natureza, as equipes seguem na competição 100% on-line com equipes de todo o Brasil.

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